Quem trabalha com variedades para consumo de mesa está satisfeito.
Já quem se dedica à fruta para indústria de suco, enfrenta problemas.
A safra da laranja está pronta para colheita em São Paulo. Os agricultores que têm variedades para o consumo de mesa estão satisfeitos, mas quem se dedica à fruta para a indústria de suco está enfrentando um problemão.
Metade do pomar está pelado. Na fazenda de 288 hectares em Pirassununga, região central de São Paulo, o agricultor José Walter Pereira colheu 6,5 mil caixas de laranja até agora, mas ainda tem muita laranja no pé esperando para ser colhida. A expectativa dele é vender 13 mil caixas por R$ 16 cada uma.
A graúda, bem amarelinha e doce, tem destino certo: vai para a mesa do consumidor. Mais uma semana e não vai sobrar laranja no pé. Já a colheita da fruta que vai para indústria está atrasada há pelo menos um mês e as empresas ainda não procuraram os produtores para negociar o preço.
Em uma fazenda em Araraquara há 8 mil pés da fruta. A produção é voltada para indústria e a estimativa era colher 16 mil caixas. O agricultor Jair dos Santos resolveu não colher o fruto e calcula que tenha perdido 20% da produção.
Uma alternativa para o produtor poderia ser a venda desta fruta como laranja de mesa, mas o presidente da Câmara de Citricultura, Marco Antônio dos Santos, explica que a laranja que vai para a indústria não tem a mesma qualidade da fruta de mesa e só é comercializada no mercado interno quando não existe oferta da laranja pêra-rio, a preferida do consumidor.
Em São Paulo, Ibiapaba Netto, diretor da Citrus BR, associação que representa as indústrias, comenta o cenário. “Nós temos suco guardado para cinco meses e meio de consumo e isso faz com que as empresas calibrem suas compras com o que precisam de frutas”, diz.
Os contratos firmados pela indústria contemplam cerca de 200 produtores e representam 50% da safra. Outros 30% saem de pomares próprios das empresas e os 20% restantes são comprados na porta das fábricas, onde a disputa é grande, cerca de 8 mil produtores lutam dia-a-dia para vender a safra.
Por: Globo Rural
Fonte: GLOBO RURAL
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