Seca está deixando muito agricultor sem ter como irrigar as lavouras.
Adubação com gramíneas ajuda a umidificar o solo.
A seca, em São Paulo, está deixando muito agricultor sem ter como irrigar as lavouras. No município de Suzano, um casal desenvolveu uma técnica que possibilita manter a produção sem depender muito da água.
Há cinco anos, as hortaliças crescem saudáveis e de um jeito que surpreende: os agricultores garantem que só molham os canteiros no dia do plantio das mudas e na manhã seguinte. São três ou quatro regas feitas com o trator até as plantas enraizarem, o que representa um alívio na época de estiagem.
A agricultora Matsue Nakamura conta que durante dois anos, a terra passou por um processo de desintoxicação total e na transição do cultivo tradicional para o orgânico, o solo passou a receber um composto usado na produção de shimeji preto.
O material é aplicado na terra, no máximo, dois dias depois que chega à propriedade. O resultado são canteiros areados, fofos, e com microorganismos que trabalham em favor das plantas.
O agrônomo Henry Sako mostra que, em um cultivo tradicional, as raízes de cada planta teriam no máximo 30 centímetros, mas no sítio elas são muito maiores.
Segundo Henry, o modelo Tsutomo Nakamura pode ser repetido em todo o país e quem não tem produção de composto de shimeji preto por perto, pode apostar em uma adubação com qualquer tipo de gramínea, como a braquiária, por exemplo. O importante é colocar bastante matéria orgânica e sempre olhar bem as condições do solo.
“A dica para dar certo é a paciência, não vai ser de um dia para o outro que vai funcionar, demora, no mínimo, uns dois anos”, diz o agricultor Tsutomo Nakamura.
Por: Globo Rural
Fonte: Globo Rural
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