Ao divulgar os resultados do abate de frangos no segundo trimestre de 2014, o IBGE mostrou não só que caiu o número de cabeças abatidas (-2,66% em relação ao mesmo trimestre de 2013), mas também que essa é a terceira redução trimestral consecutiva do setor e, ainda, que o total abatido no período analisado correspondeu ao segundo menor volume dos últimos seis trimestres. Ou seja: menores que os abates mais recentes, só aqueles do primeiro trimestre de 2013.
Analisando-se o comportamento dos abates nesses seis trimestres (um ano e meio), observa-se que os únicos aumentos do período foram registrados entre abril-junho e julho-setembro de 2013. Pois a partir daí o retrocesso tem sido ininterrupto.
Essas reduções, entretanto, não se refletem sobre o volume de carne de frango produzida, em relativa estabilidade desde o segundo trimestre de 2013. Para comprovar basta observar que nos últimos cinco trimestres a tonelagem resultante dos abates variou menos de 1% acima ou abaixo da média do período – 3,177 milhões de toneladas trimestrais.
Isso decorre, claro, do aumento de peso dos frangos criados, condição propiciada pelo melhoramento genético contínuo. Mas resulta, muito mais, da busca por uma melhor utilização do potencial genético disponível. Pois só isso explica o aumento de 6,7% no peso médio dos frangos abatidos no curto espaço de 18 meses.
Notar, de toda forma, que nos resultados do IBGE estão inclusos todos os “grillers” produzidos para exportação, cujos pesos unitários, além de baixos, são predeterminados e independem do aumento do potencial genético. E isso significa não só que o peso médio da produção dita “normal” é superior ao obtido a partir da relação cabeças abatidas/carne produzida, mas também que os índices de ganho podem ser maiores que os apontados na tabela.
Fonte: Avisite
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