Segundo Márcia Aparecida de Paiva Silva, assessora técnica da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, no período de janeiro a setembro de 2011, o valor médio da pluma chegou a US$ 2.736,96, a tonelada, aumento de 72% em relação ao mesmo período de 2010. “A cotação média dos primeiros nove meses de 2011 é a maior já registrada”, explica. O crescimento da receita de exportação do algodão em pluma mineiro foi superior ao incremento do valor das vendas brasileiras, que atingiu 42,3%, acrescenta a assessora.
Oportunidade
Para Márcia Silva, “a expectativa de redução da exportação dos Estados Unidos, maior exportador mundial, cria uma lacuna capaz de gerar uma oportunidade para a exportação mineira”. Segundo o último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda), é esperada para a safra 2011/2012 uma redução de 20% nas exportações de algodão em pluma daquele país.
A queda da produção dos EUA, estimada em 8,3%, reprime a capacidade de exportação do país. A produção americana, uma das maiores do mundo, deve atingir 3,6 milhões de toneladas, correspondente a 13,4% da safra global.
A assessora observa que a redução da safra americana é consequência da seca em importantes regiões produtoras no Texas, em 2011. “A queda da safra naquele país tem pressionado as cotações no mercado futuro local e provoca um aquecimento das cotações internacionais”, ressalta Márcia Silva.
O Brasil é o quinto maior produtor global, com uma safra estimada de 2 milhões de toneladas ou mais de 7% do volume mundial. Segundo dados da Conab, a safra 2011/2012 deve ser, em média, 3,2% superior à de 2010/2011, que foi recorde.
A produção mineira deve atingir 46,5 mil toneladas, crescimento estimado de 2,7%. Portanto, a conjuntura é positiva desde a safra 2010/2011, quando foi registrado incremento da produção de 107,3%.
Produção aquecida
O aquecimento das cotações no mercado interno de algodão também tem estimulado os produtores, diz Márcia Silva. “Comparando-se a cotação média dos principais mercados entre 2009 e 2010, observa-se incremento de 57,9% quando os preços médios passaram de R$ 39,16 para R$ 61,84, por arroba (15kg), segundo dados do Cepea-Esalq/USP. Comparando-se os primeiros nove meses de 2010 e 2011 a cotação média registrou incremento de 63,9%, atingindo (na média entre janeiro e setembro de 2011) R$ 88,67 por arroba.”
A assessora ainda observa que “o cenário atual é muito positivo, porque a oportunidade decorrente da redução da safra e exportação americana expõe o produtor mineiro a uma alternativa estratégica”. Ela enfatiza que a expectativa de aumento das cotações internacionais e a manutenção dos preços domésticos aquecidos, se comparados a períodos anteriores, estimulam o produtor quanto à rentabilidade da produção de algodão.
Foto: Assessoria de Comunicação
Ivani Cunha
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