No artigo “Prejuízos causados pelas afecções de casco” abordamos os principais prejuízos causados pelas afecções de casco. Neste artigo abordaremos as doenças infecciosas/parasitárias de casco.
– Dermatite digital:
A dermatite digital é uma das principais causas de claudicação em bovinos.
A etiologia é incerta, acreditando-se ser de origem multifatorial, associada a germes anaeróbicos, especialmente espiroquetas do gênero Treponema. Condições precárias de higiene com presença excessiva de matéria orgânica, como ocorre muitas vezes em confinamentos, favorecem a manifestação desta doença. É altamente contagiosa. Assim, a principal forma de introdução no rebanho é a aquisição de animais positivos. O uso de material de casqueamento sem a devida higienização entre um animal e outro favorece a multiplicação.
Inicia-se como uma lesão circunscrita, muito sensível, com dor e pêlos arrepiados ao redor. Acontece na região coronariana entre os talões. Pode também aparecer na superfície dorsal do casco, na região da coroa. Evolui para uma forma erosiva, proliferativa ou granulomatosa. Acomete tanto animais de leite quanto de corte.
O tratamento invariavelmente passa pelo uso de antibiótico local, seja em forma de pulverização, bandagem com furacin e tetraciclina, ou mesmo pedilúvio de tetraciclina a 0.1%. A retirada cirúrgica de tecidos proliferativos/granulomatosos também é indicada.
– Coronite parasitária:
Infestação por Tunga penetrans, popularmente conhecida como bicho-de-pé. Penetram na pele da região da coroa, talão e espaço interdigital. Causa inflamação intensa, podendo comprometer a formação do casco. É mais frequente no período seco (baixa umidade), sendo também favorecido por alta temperatura.O uso de formol no pedilúvio tende a piorar o caso, agredindo ainda mais o local. O tratamento indicado, correto, é o uso de soluções antiparasitárias no pedilúvio, como os piretróides, por exemplo.
– Estefanofilariose:
Dermatite causada por nematóides do gênero Stephanofilaria. Causa lesões pruriginosas, que tendem a evoluir para úlceras, deixando-as susceptíveis a infecção bacteriana secundária. Acontece na pele acima dos cascos, entre as sobreunhas e também no úbere.O tratamento que se mostra mais eficaz é a aplicação local de pastas antiparasitárias (vermífugos) utilizadas para equinos.
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