Disputa de terras é apontada como uma das principais causas de morte.
Estado de Mato Grosso do Sul registra o maior número de assassinatos.
O relatório do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), órgão ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), aponta o assassinato de 53 índígenas, no país, em 2013. Ao todo, 62% dos casos aconteceram em apenas um estado: Mato Grosso do Sul.
O levantamento mostra que houve queda de 12% em relação ao ano anterior, mesmo assim, o Conselho ainda considera o número preocupante.
Segundo o relatório, a violência contra os índios está ligada principalmente aos conflitos de terra e à exploração ilegal dos recursos naturais, como madeira e garimpo.
O presidente do Cimi, Erwin Kautler, diz que a violência também está relacionada à demora no processo de demarcação de terras. No último ano, segundo o Conselho, apenas um território foi homologado.
“Isso se constitui como um genocídio porque tira realmente o habitat desses povos. Os indígenas não vivem, não sobrevivem a não ser na sua terra ancestral, então, a demarcação significa segurança para a sua sobrevivência física e cultural”, diz Erwin Kautler.
A Fundação Nacional do Índio (Funai) reconhece que houve uma redução no número de demarcações e diz que, atualmente, os conflitos têm a mediação do Ministério da Justiça, através de mesas de diálogo.
Por: Globo Rural
Fonte: Globo Rural
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