Quem cultivou o grão na safrinha, corre para colher o que resta no campo.
Durante o vazio sanitário, não pode haver plantas vivas nas lavouras.
Começou pra valer neste domingo (15), o período do vazio sanitário da soja, em Mato Grosso. Quem cultivou o grão na safrinha está correndo contra o tempo para colher o que resta no campo.
Paulo Lauxen acompanha a reta final da colheita da soja safrinha na fazenda que fica em Sinop, norte de Mato Grosso. Ao todo, 1,2 mil hectares foram destinados ao grão, mas com a queda no preço do milho, cultura tradicional desta época, ele não teve dúvidas e investiu na oleaginosa.
O tempo não ajudou e a produtividade deve fechar com 30 sacas por hectare. “A chuva cortou quando o grão ainda estava verde, com meio grão formado, mas se não fosse isso, essa soja não renderia menos que 45/50 sacas por hectare”, diz.
Na região foram plantados mais de 10 mil hectares de soja na safrinha, 60% a mais que no ano passado. Desse total, falta colher menos de 5% da área.
O período de vazio sanitário no estado começou e até setembro não pode haver plantas vivas de soja nas lavouras de Mato Grosso.
Na fazenda de Paulo, os trabalhos seguem até o fim da semana, lembrando que plantas dessecadas, mortas, não interferem no vazio sanitário.
Ronaldo Medeiros, agrônomo e coordenador de Defesa Vegetal do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), órgão responsável pela fiscalização do vazio sanitário da soja, explica o que pode e o que não pode durante o período e como funciona a fiscalização.
Por: Globo Rural
Fonte: Globo Rural
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