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Bronquite infecciosa na avicultura

De origem viral, a doença é altamente contagiosa e representa um dos maiores desafios do setor avícola, causando um importante impacto na produção de carne e de ovosO criador de qualquer linhagem de frangos e galinhas tem pela frente um enorme adversário: o vírus causador da Bronquite Infecciosa (VBI). Em todas as partes do mundo, seja na criação para a produção de ovos, seja na criação para a produção de carne, as aves podem ser infectadas, o que resulta em queda considerável no desempenho produtivo do plantel.

Pertencente ao grupo III do gênero Coronavirus da família Coronaviridae, o VBI é provavelmente o vírus que se dissemina mais rapidamente entre as aves, não necessitando de vetores para sua transmissão. A esta família também pertencem os agentes da enterite transmissível dos perus, hepatite viral dos camundongos (MVH), gastroenterite transmissível dos suínos (TGE), gastroenterite transmissível dos cães, diarreia neonatal dos bezerros, gastroenterite dos potros, pneumonia dos ratos e em humanos.

O agente da bronquite infecciosa foi denominado de vírus da bronquite infecciosa (VBI) em 1936. No entanto, a doença foi descrita pela primeira vez em 1931, na Cidade de Dakota do Norte, nos Estados Unidos. No Brasil, o primeiro diagnóstico da enfermidade foi feito no ano de 1957, no estado de Minas Gerais. Em poucos anos, mais especificamente no início da década de 1960, a doença já havia sido notificada em quase todo o mundo e nos dias atuais está entre os problemas sanitários que mais preocupam os avicultores.

Tal preocupação não é à toa. Para entender os motivos pelos quais a bronquite infecciosa das galinhas (BIG) tira o sono dos criadores, basta um olhar para os impactos da doença no plantel e na indústria avícola.

Em geral e em todo tipo de produção, observa-se uma acentuada redução na capacidade produtiva das aves doentes, o que leva a enormes perdas econômicas, associadas ao aumento de condenação de carcaças, diminuição nos resultados dos lotes e queda da produção de ovos em poedeiras e matrizes. Além disso, os prejuízos financeiros são acentuados pelos gastos com medicação, para controlar as infecções secundárias por bactérias, que ocorrem sempre que as condições respiratórias não são prontamente restabelecidas.

Todo esse cenário se agrava devido à velocidade que o vírus da bronquite infecciosa se espalha nos criatórios. A transmissão e disseminação da ave doente à ave sadia se dá por contato direto ou indireto, em qualquer estágio respiratório. A inalação das partículas virais expelidas pelo sistema respiratório é apontada como a principal forma de transmissão.

 

 

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