Campo Verde e Primavera do Leste vão receber encontros.
Praga tem preocupado os cotonicultores mato-grossenses.
O município de Campo Verde, a 139 quilômetros de Cuiabá, sedia nesta quarta-feira (30), a partir das 19h, a rodada de discussão sobre o bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis), promovida pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e o Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt). Os debates ocorrerão na sede da Cooperfibra, no município e vão reunir agricultores e pesquisadores. Entre estes, Walter Jorge dos Santos, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), considerado um dos maiores especialistas em bicudo.
Cotonicultores e especialistas vão tratar das medidas emergenciais de controle da praga, as ações a serem realizadas no final da safra corrente (2013/14) e também de ações a serem efetivadas durante o período de entressafra.
A rodada técnica começou nessa terça-feira (29) por Rondonópolis. Na quinta-feira (31) será a vez de Primavera do Leste. “O bicudo é considerado a maior praga do algodoeiro e já dizimou lavouras nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste do Brasil, numa época em que Mato Grosso sequer sonhava ser o maior produtor de algodão do país”, alerta Milton Garbugio, presidente da Ampa e do IMAmt.
O bicudo-do-algodoeiro foi um dos principais temas do dia de campo realizado pelo IMAmt em junho passado e também foi abordado em uma nota técnica assinada pelo pesquisador Miguel Soria e o assessor técnico regional Renato Tachinardi, com recomendações a serem seguidas para evitar que a praga se propague ainda mais, colocando em risco a produção do algodoeiro na safra 2014/15.
“Todo cuidado é pouco em relação ao bicudo. Por isso, é muito importante que todos os produtores e seus colaboradores se engajem no combate à praga seguindo as recomendações técnicas de manejo dos pesquisadores do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) e de outras instituições de pesquisa, como o Iapar”, conclui Garbugio.
Conforme o pesquisador Miguel Soria, a redução da população da praga em uma região somente será eficiente se o combate for realizado em nível regional (por todos os produtores). “O inseto tem a possibilidade de se dispersar de lavouras onde é mal manejado, para algodoais não infestados ou com baixa infestação, e para matas e capões (refúgios da praga) ao final da safra, aumentando a população e a problemática da praga safra após safra”, acrescenta o pesquisador Miguel Soria.
Por: G1 MT
Fonte: G1.com
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